Antony Garotinho é preso em Rádio no Rio de Janeiro

13 de setembro de 2017

O ex-governador do Rio de Janeiro, Antony Garotinho foi preso na porta da Rádio Tupi, em São Cristóvão na manhã desta quarta-feira, pela Polícia Federal por volta das 10h30, quando se preparava para apresentar seu programa diário na emissora. Garotinho foi condenado a 9 anos e 11 meses e 19 dias por compra de votos e a justiça determinou que ele cumpra prisão domiciliar em regime fechado.

A condenação do ex-governador ainda engloba regime fechado, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de utilização de telefone e restrição de contato pessoal. Poderão estabelecer contato apenas advogados e familiares próximos, como é o caso da mãe, filhos, netos e a esposa, a também ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PR). A medida será cumprida em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, na casa que o ex-governador mantém no bairro da Lapa.

O motivo da prisão imediata de Garotinho se dá pelo fato da justiça entender que o grupo ligado e comandado pelo ex-governador ainda segue cometendo crimes como ameaças a testemunhas e destruição de provas. Paralelo a isso, há também uma outra denuncia – apurada em outro processo – de uma suposta tentativa de suborno ao juiz laucenir de Oliveira, quando ele esteve à frente da “Operação Chequinho”.

Além da medida cautelar, Garotinho foi condenado à prisão em regime fechado por corrupção eleitoral, associação criminosa e supressão de documentos públicos. No entanto, esta condenação precisa ser confirmada em segunda instância para que a reclusão passe a vigorar.

Segundo a sentença, assinada pelo juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral, a prefeitura de Campos, então comandada por Rosinha — Garotinho era o secretário de Governo —, desembolsou R$ 11 milhões entre junho e agosto do ano passado num esquema paralelo do programa Cheque Cidadão.

O processo traz notas fiscais registrando as transações. Os cartões eletrônicos, cada um com R$ 200, foram distribuídos por candidatos a vereadores aliados do casal a potenciais eleitores.

O objetivo era montar uma base de sustentação na Câmara Municipal para o candidato governista à prefeitura, Dr. Chicão (PR), que acabou derrotado. Ao todo, 17.500 pessoas fizeram parte do cadastro irregular.


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