Compositores Sorocabanos buscam seu lugar no mercado fonográfico

24 de janeiro de 2018

Carica, Prateado, Salgadinho, Xande de Pilares, Arlindo Cruz, Delcio Luiz. Esses são alguns dos nomes conhecidos no mercado fonográfico e responsáveis pela composição de uma infinidade de músicas que ouvimos durante toda nossa vida. Em Sorocaba também temos nossos compositores, que batalham dia após dia em busca do reconhecimento e fazem parte de um projeto que visa fazer com que suas composições cheguem ao lugar que sempre sonharam.

O motorista Cassio Mascari – Cassinho como é conhecido – também é musico nas horas vagas, percussionista de um grupo de samba muito conhecido na cidade e começou levar a sério o projeto de composições desde 2012. “Sempre “brinquei” na escola fazendo paródias, mas em 2002 comecei a guardar minhas canções e em 2012 comecei a levar a sério o lance de compor e acreditar que poderia dar certo”, conta.

O Arte Finalista Tiago Viera também faz parte do mesmo projeto que Cassio e conta que ainda garoto, nos tempos de colégio tinha grande habilidade na escrita e gostava de criar suas histórias, o que não demorou para unir esse seu gosto à sua outra paixão, a música. “Foi inevitável, comecei a cantarolar minhas histórias e nas minhas primeiras canções vi e ouvi de outras pessoas que levava jeito para compor. Em 1998, quando tinha apenas 13 anos, surgiu minha primeira canção”.

Mas para ser compositor o caminho não parece ser fácil. Ao que tudo indica – e que também é exemplificado pelos rapazes – não existe regra para se criar uma canção, apenas precisa unir criatividade e inspiração, entre outras coisas.

Para Cássio, compor se resume em inspiração e transpiração. Se ele tiver inspirado às vezes sai músicas em 10, 15, 30 minutos, já se tiver que usar a transpiração aí pode variar em dias, semanas ou até meses. “É por esse fato que acho importante você ter ao lado pessoas que vão além de simples parceiros de composição. Tem que ter afinidade, química, respeito, liberdade pra dizer que não gostou de tal coisa e ser compreendido. Tem que ser amigo acima de tudo e são pessoas assim que tenho ao meu lado para compor hoje em dia”.

Tiago, por sua vez, na maioria das vezes começa com uma pequena melodia, já com um pedaço da letra que surge na mente como inspiração, e depois desse passo em momento mais tranquilo desenvolve o restante da canção, onde pensa em um melhor caminho para ela. Seja para terminar sozinho ou dividindo-a com parceiros.

Uma das maiores dificuldades encontradas pelos compositores nessa jornada em que se propuseram a seguir e sonham em conquistar seu espaço, é chegar aos chamados “grandes” produtores. “A grande dificuldade que temos hoje, sem dúvida nenhuma é chegar aos chamados “grandes”. Apesar de termos a internet como aliada, ainda não temos contato direto e não conseguimos fazer nosso trabalho chegar aos grandes produtores, cantores e grupos que agitam e dominam o mercado da música”, exemplificou Cassio.

Mesma opinião de Tiago, que assim como seu parceiro usa bastante a internet para a divulgação de seus trabalhos. “Hoje para divulgar as músicas temos uma ferramenta muito forte, a internet. Através dela conseguimos divulgar bastante e isso facilita o trabalho. Mas, por outro lado, uma grande dificuldade é divulgar, mostrar a música para pessoas influentes, artistas/produtores. O acesso a eles ainda é limitado e nem sempre conseguimos fazer a canção chegar até eles”, finalizou.


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