Enem 2019: importância da atenção a temas do noticiário

2 de julho de 2019

Enem 2019: importância da atenção a temas do noticiário

A prova de ciências humanas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) traz 45 questões de geografia, história, filosofia e sociologia e é conhecida por enfatizar a análise e a interpretação de temas atuais. Neste ano, a prova será aplicada em 3 de novembro, no mesmo dia de redação e de linguagens e códigos.

Levantamento do Curso Poliedro aponta que mais da metade das questões nas provas de ciências humanas do Enem entre 2014 e 2018 abordaram formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado –52%. Perguntas sobre diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade foram o segundo grupo mais frequente (23%), seguidas de itens a respeito dos domínios naturais e a relação do ser humano com o ambiente (15%).

É impossível ter um bom resultado na prova sem acompanhar muito bem o noticiário e entender os principais temas que pautam os debates políticos atuais, afirmam professores dos principais cursos preparatórios. Por isso, é importante que os candidatos, além de estudar os assuntos de cada disciplina, acompanhem o que está acontecendo no Brasil e no mundo, já que as questões costumam ser motivadas por temas “quentes”, ou seja, com forte presença no noticiário.

A tragédia ambiental de Brumadinho não deve ser objeto de uma questão específica, mas pode ser usada para fazer relação a temas relacionados, como a exploração de metais, aposta Cris Carmo do Curso Poliedro. A suspensão do horário de verão em 2019 é um evento recente que também pode ser explorado. Para ela, os candidatos devem ler jornais e diminuir o tempo dedicado à leitura de textos fragmentados na internet, que costumam ser menos aprofundados.

José Mazzucco do Colégio e Curso Objetivo recomenda que os candidatos tenham cuidado com concepções simplistas. “É comum haver uma alternativa que parece correta, mas que não responde ao texto”, diz. Os estudantes têm que ter domínio dos conceitos de ciências humanas –incluindo autores clássicos, como Weber e Durkheim, nas questões de sociologia, e Aristóteles, nas questões de filosofia.

A prova costuma combinar temas clássicos com assuntos que estão na fronteira das discussões sociais, como a história da África e dos nativos brasileiros e os direitos de mulheres e minorias em geral, afirma Daniel Perry do Anglo Vestibulares.

O ambiente de polarização e a falta de debate qualificado das redes sociais podem ser entraves a um bom desempenho na prova de ciências humanas. Opiniões pessoais não podem ser a razão da escolha de uma resposta, afirma José Mazzucco. “A resposta está no próprio texto, não na cabeça do candidato. O Enem cobra o autor e seu contexto”, afirma.

Fonte: UOL Educação


Tags: