Polícia de Londres identifica autor de atentado

23 de março de 2017

O terrorista Khalid Massod, britânico nascido em Kent, foi identificado pela polícia de Londres como o autor do atentado de quarta-feira (22) na ponte de Westminster e também em frente ao Parlamento. Khalid tinha 52 anos e já havia sido condenado, segundo as autoridades, por outros crimes de violência não relacionados ao terrorismo no passado, tendo sua ultima condenação em 2003 por posse de uma faca. Mais cedo, no entanto, a premier do Reino Unido, Theresa May, disse que o suspeito era conhecido pela polícia e já tinha sido investigado por ligações com o terrorismo. O Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque, que matou quatro pessoas, incluindo o terrorista, e deixou 40 feridos.

Segundo nota da polícia londrina “Massod não era alvo de nenhuma investigação atual e não existiam informações prévias sobre a sua intenção de conduzir um ataque terrorista”.

Em uma declaração ante o Parlamento, May afirmou que o agressor “foi investigado há anos pelo Mi5 (serviços de Inteligência) por suspeita de violência extremista”, e teria atuado por motivações ideológicas islamistas. Este foi o ataque mais violento no Reino Unido desde os atentados suicidas de 7 de julho de 2005 em Londres, que deixaram 56 mortos, incluindo os quatro homens-bomba.

Vestido com roupa preta e de barba longa, o agressor avançou com seu automóvel e atropelou vários pedestres na calçada da ponte de Westminster, diante do Big Ben, e depois esfaqueou um policial que impediu sua entrada na sede do Parlamento, antes de ser morto pelos tiros dos agentes.

A agência Amaq indicou que o autor do ataque diante do Parlamento britânico era um soldado do EI e a operação teria sido realizada em resposta a um chamado para atacar os países de coalizão (internacional antjihadista).

Nas redes sociais, simpatizantes do grupo jihadista comemoraram o ataque e o definiram como uma “vingança” pelos bombardeios britânicos em Mossul, capital da milícia no Iraque.


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