População abre as portas para o arrastão da dengue

4 de março de 2015

De porta em porta, repetindo as mesmas orientações, as equipes da Zoonoses da Secretaria da Saúde (SES) não perdem o ânimo na batalha contra o Aedes aegypti. Nesta terça-feira (3), a região do bairro Barcelona e Pinheiros contou com a atuação dos profissionais que fazem, também, a identificação de possíveis criadouros do mosquito causador da dengue.

 

Segundo o chefe da Divisão de Zoonoses, Leandro Arruda, o apoio dos moradores tem sido fundamental no trabalho dos agentes, que vistoriam desde os quintais até o interior dos imóveis. De acordo com dados da divisão,  90% dos focos da dengue são encontrados nas residências e, portanto, além da visitação dos profissionais treinados, o cidadão tem que ficar de olho e vistoriar sua casa semanalmente.

É o que faz José Roberto Torelli. Desde que a situação da transmissão da dengue se potencializou, ele faz tudo o que pode para manter a casa limpa: cortou árvores, limpou calhas, eliminou potes, pôs areia em pratos de flores e não desgruda a atenção da vizinhança. “Dia desses ajudamos nosso vizinho que, sozinho, limpou toda a sua área também. É que não adianta eu fazer se o outro não fizer a parte dele”, reafirma. Torelli é crítico quanto à postura da população e considera que “as pessoas não estão preocupadas com os outros. Acham que com elas isso não vai acontecer e o resultado é esse número absurdo de gente doente”, desabafou. Disse que é testemunha ocular do descaso da comunidade que, sem qualquer traço de culpa, joga todo tipo de lixo num terreno nas proximidades, mesmo depois de a área ser limpa.

Quem também não descuida de sua casa é Marlene Tessaro. Ela atendeu à equipe da Zoonoses e mostrou e garante que está atenta à situação. “Meu espaço é só isso”, disse mostrando um pequeno quintal e falando que considera muito importante o trabalho dos agentes de saúde nas ruas. “Tem que conscientizar a população. Esses dias eu saí ali na esquina e recolhi uma garrafa com água e um copo que estavam jogados. Peguei e coloquei na lixeira. Não fui eu quem jogou, mas fiz a minha parte”, exemplificou.

 

Dúvidas e dicas

Durante os arrastões, além de recolher materiais que possam acumular água e servir como potenciais criadouro do mosquito transmissor da dengue, os agentes esclarecem dúvidas e passam dicas para manter os ambientes interno e externo das casas limpos e sem recipientes abertos. Também deixar caixas d’água devidamente tampadas, guardar garrafas sempre de cabeça para baixo, lavar e escovar semanalmente os bebedouros de animais com bucha e sabão e furar os pratinhos dos vasos de planta.