Região de Sorocaba é vice-campeã em deficit de policiais civis no estado

26 de julho de 2019

Região de Sorocaba é vice-campeã em deficit de policiais civis no estado

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), Dra Raquel Kobashi Gallinati, esteve nesta quarta-feira, 25, em Sorocaba para uma reunião com delegados de polícia da região a fim de conhecer os problemas enfrentados pela Polícia Civil do Deinter-7. “Essa reunião faz parte de uma série de visitas que o SINDPESP está fazendo em todas as regiões do estado para verificar as condições de trabalho e apresentar as demandas locais para o governador”, afirmou a presidente do Sindicato.

Vice-campeã no ranking das regiões do estado de São Paulo com o maior deficit de policiais civis, o Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sete (Deinter 7), em Sorocaba, tem uma defasagem de 44%. Faltam 1.045 profissionais para atuar em toda a região, composta por 79 cidades.

O Deinter 7 precisa de 2.374 profissionais para que a Polícia Civil consiga atender adequadamente a população e exercer de forma plena sua atribuição constitucional de investigar crimes com inteligência. Mas atualmente o quadro de funcionários é de 1.329, número que limita os policiais em suas funções. “Por todo o estado há relatos de policiais acumulando funções e trabalhando de sobreaviso ininterrupto, sem direito a folga. A situação é alarmante de uma forma geral, mas no Deinter 7, que tem o segundo maior deficit, o problema é agravado”, afirma a delegada.

Os números verificados na região de Sorocaba são mais altos que a média de defasagem do estado. Segundo os dados do último defasômetro do SINDPESP, faltam14.235 policiais civis em São Paulo, um índice de 34%. Além das perdas nas condições de trabalho, a defasagem de policiais afeta diretamente a segurança pública e toda a sociedade. Outro problema enfrentado pela polícia são os baixos salários, as deficiências na estrutura e a falta de equipamentos básicos de segurança, como o colete à prova de balas.

“O governador precisa investir em segurança pública urgente e contratar policiais. A situação chegou a um ponto insustentável, com muitos profissionais afastados por problemas relacionados ao estresse” disse Raquel.


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