Sri Lanka: sete explosões deixaram quase 300 mortos

22 de abril de 2019

Sri Lanka: sete explosões deixaram quase 300 mortos

Dinamarqueses, australianos, americanos, chineses, britânicos, turcos e indianos estão entre os 32 estrangeiros que morreram nos atentados de domingo no Sri Lanka, segundo informações proporcionadas por seus respectivos governos sobre os ataques que mataram quase 300 pessoas. Entre as vítimas mortais há três dinamarqueses, que são três dos quatron filhos de Anders Holch Povlsen, dono da companhia de moda Bestseller e um dos homens mais ricos da Dinamarca, segundo confirmou nesta segunda-feira a empresa.

O país asiático sofreu ontem um dos piores atentados de sua história quando seis explosões aconteceram de forma simultânea por volta das 8h45 locais (23h45 de sábado em Brasília) em três hotéis de luxo em Colombo e também em uma igreja na capital, além de outros atentados em Katana, no oeste do país, e em Batticaloa, no leste. Horas depois, uma sétima explosão aconteceu em um pequeno hotel situado a aproximadamente 100 metros do zoológico de Dehiwala e outra em um complexo residencial em Dematagoda, também em Colombo.

O governo do Sri Lanka afirmou que um grupo islamita local, o NTJ (National Thowheeth Jama’ath), está por trás dos atentados suicidas que deixaram ao menos 290 mortos e cerca de 500 feridos no país, ocorridos ontem. O anúncio foi feito pelo porta-voz do governo, Rajitha Senaratne.

As autoridades cingalesas investigam eventuais vínculos desta organização com grupos estrangeiros. Uma nota divulgada há dez dias pela polícia do Sri Lanka alertava que o NTJ preparava atentados contra igrejas e a embaixada da Índia em Colombo, capital do país.

A embaixada dos Estados Unidos em Colombo advertiu que “grupos terroristas” continuam preparando ataques no Sri Lanka. “Os grupos terroristas continuam tramando possíveis ataques no Sri Lanka. Os terroristas poderiam atacar com pouca ou nenhuma advertência (…) áreas públicas”, anunciou o Departamento de Estado através da sede diplomática americana no país asiático. A embaixada americana afirma como possíveis alvos destes ataques espaços turísticos, centros de transporte, mercados, shoppings, instalações do governo, hotéis, clubes, restaurantes, lugares de culto, parques, eventos esportivos e culturais importantes, instituições educativas, e aeroportos.

Fonte: UOL Internacional