Trabalhadores do Transporte Coletivo fizeram protesto na tarde desta segunda-feira (14)

15 de maio de 2018

Os Trabalhadores do Transporte Coletivo da cidade de Sorocaba recolheram seus ônibus para o Parque das Águas, onde o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região realizou uma assembleia. O motivo, segundo nota do Sindicato foi “a atitude do prefeito de Sorocaba, José Caldini Crespo, que na manhã desta segunda-feira, 14, esteve no bairro Cajuru abordando e ameaçando os motoristas de demissão por justa causa”, o que causou revolta nos trabalhadores em transporte urbano de Sorocaba.

Segundo o Sindicato, o prefeito que diminuiu em 20% os horários das linhas de ônibus na cidade, acarretando um menor número de horários de ônibus para atender a população e maior superlotação nos horários de pico, esteve na manhã desta segunda-feira (14) com sua equipe de comunicação abordando e fotografando os motoristas da Linha 31 – Cajuru, acusando-os de não parar nos pontos de ônibus para embarque dos passageiros.

O prefeito teria ameaçado os motoristas de demissão por justa causa e os próprios passageiros se revoltaram contra o prefeito, que recebeu vaias e palavras de ordem. Os motoristas param nos pontos de ônibus só que alguns passageiros não conseguem embarcar porque os ônibus estão superlotados, resultado da política de Crespo para o sistema de transporte da cidade.

O departamento jurídico do Sindicato acionou o Ministério Público do Trabalho, protocolou denúncia de assédio moral contra o prefeito e um pedido liminar de preservação das imagens captadas pelas câmeras dos coletivos, que são de responsabilidade das empresas que operam o sistema e da Urbes – Trânsito e Transportes.

Em resposta, a prefeitura emitiu uma nota no inicio da noite desta segunda-feira que dizia o seguinte. “Na manhã desta segunda-feira, 14 de maio, o prefeito de Sorocaba, José Crespo, visitou alguns bairros da região do Éden e Cajuru com o objetivo de fiscalizar as linhas ônibus. O motivo foram algumas denúncias de usuários do transporte coletivo de que os motoristas não estariam parando nos pontos para embarque dos passageiros, que estavam se unindo com a disposição de apedrejar e incendiar os ônibus caso o problema não fosse resolvido (confira áudio anexo).

Após a fiscalização o prefeito confirmou tais denuncias e cobrou dos motoristas a parada obrigatória em todos os pontos, determinou que a Urbes adeque o número ideal de ônibus para melhor atender a população da região e alertou que, até que isso aconteça, os motoristas deveriam parar em todos os pontos e reforçou que a fiscalização continuaria. Isto gerou descontentamento por parte da classe”, finalizou.


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